Gustavo Silveira fala sobre desafios quânticos e a nova parceria com a UNISO

A evolução da segurança digital amplia a demanda por profissionais capazes de compreender a criptografia e sua aplicação em ambientes reais. Para bancos, adquirentes, processadoras e outras instituições, proteger informações e sustentar operações críticas exige tecnologia, conhecimento especializado e pessoas preparadas.

Com mais de 30 anos de atuação em infraestrutura criptográfica e segurança de pagamentos, a First Tech aproxima sua experiência da Universidade de Sorocaba (Uniso), por meio do ICT UNISOTECH, para contribuir com a formação de estudantes e fortalecer a conexão entre universidade e mercado.

Essa relação abre espaço para compartilhar conhecimento, aproximar os alunos das possibilidades de carreira e apoiar a formação de profissionais em criptografia e segurança da informação. A preparação para a era pós-quântica também faz parte desse contexto, como um tema que exige aprendizado contínuo e compreensão técnica.

Na conversa abaixo, Gustavo Silveira, CEO da First Tech, fala sobre a importância dessa aproximação, as oportunidades de formação e o papel das pessoas na evolução da segurança digital.

Gustavo, qual foi o momento em que você percebeu que a First Tech precisava deixar de apenas acompanhar a evolução da criptografia e passar a contribuir ativamente para ela?

"Olha, o mercado parecia bem estruturado, com papéis bem definidos... a First Tech era só mais um seguidor. Mas com a chegada das tecnologias quânticas e a substituição dos algoritmos, tudo voltou a ficar em aberto. Muitas empresas precisam cumprir um calendário apertado de migração, mas não sabem por onde começar. Foi aí que a First Tech percebeu que seus mais de 30 anos de experiência davam uma condição única: em vez de só seguir, agora era possível indicar o melhor caminho pros clientes."

O que motivou a First Tech a buscar uma parceria com a Uniso?

"A First Tech já havia tentado conversar com várias universidades antes, mas na maioria dos casos encontrava processos burocráticos, um jeitão difícil de trabalhar. Não fluía. Quando conheceu a UNISO, viu um programa bem mais flexível, com uma postura de quem realmente quer construir junto. Isso fez toda a diferença."

Por que a Uniso especificamente?

"Conheci a UNISO num evento sobre tecnologias quânticas que eles estavam promovendo. Durante o evento, descobri que tinham esse programa mais flexível de parceria e, a partir daquele momento, ficou claro o potencial do que poderia ser construído juntos."

Quando você olha para os próximos anos, qual o papel dessa parceria dentro da First Tech?

“A parceria começa com um programa piloto para testar a dinâmica de trabalho, o envolvimento dos estudantes e a presença da empresa dentro da universidade. Essa relação também pode apoiar oportunidades de estágio na First Tech, conforme as necessidades da empresa e o perfil dos estudantes. A ideia é contribuir para uma formação que tenha valor tanto para nós quanto para o mercado.”

Que tipos de atividades podem fazer parte dessa relação com a universidade?

"O foco é formar profissionais especializados em criptografia e segurança da informação. E o melhor é que esses profissionais não são só para a First Tech — eles vão ajudar a suprir uma demanda enorme que o mercado inteiro tem hoje nessa transição para criptografia pós-quântica."

Como essa parceria pode beneficiar os clientes da First Tech?

“A qualidade do atendimento e da operação depende das pessoas que estão por trás deles.

Quando contribuímos para a formação de profissionais e aproximamos estudantes da realidade do mercado, apoiamos o fortalecimento da base de conhecimento do setor.

Para os clientes, o valor está relacionado à disponibilidade de profissionais mais preparados para compreender ambientes críticos, trabalhar com responsabilidade e acompanhar a evolução das tecnologias.”

Como essa iniciativa contribui para o ecossistema brasileiro de segurança digital?

“A formação de profissionais é uma necessidade que vai além de uma empresa.

Bancos, adquirentes, processadoras, fintechs e organizações de diferentes setores precisam de pessoas capazes de compreender e aplicar segurança da informação.

Ao apresentar esse campo aos estudantes e compartilhar experiências, a First Tech contribui para ampliar o interesse e o conhecimento sobre criptografia.”

O que mais te entusiasma nessa aproximação?

"O que mais me entusiasma é ver o ciclo de desenvolvimento das pessoas. Do lado da universidade, professores orientando e alunos cheios de energia para aprender, sobre soluções reais. Do lado da empresa, especialistas levando conhecimento e desafios do mercado. É um tipo de troca que não acontece no dia a dia das empresas, e isso anima bastante."

Existe alguma contribuição que você gostaria de ampliar com essa relação?

“Gostaria de ajudar mais estudantes a conhecer esse mercado e a encontrar caminhos para sua formação profissional.

A criptografia está presente em pagamentos, proteção de dados e diversos serviços digitais, mas ainda pode parecer uma área distante para quem está na graduação.

Mostrar essas aplicações, explicar as competências necessárias e criar oportunidades de aproximação com o ambiente profissional pode fazer diferença. Para a First Tech, é uma forma de compartilhar a experiência acumulada e contribuir para a formação de pessoas que poderão atuar conosco e em outras empresas.”

Formação de pessoas para a evolução da segurança digital.

A aproximação entre a First Tech e a Uniso reforça a importância de conectar a formação acadêmica às responsabilidades do mercado.

Por meio da participação em eventos, do compartilhamento de experiências e das oportunidades de estágio, essa relação pode ajudar estudantes a conhecer aplicações da criptografia e caminhos profissionais em segurança da informação.

Para a First Tech, contribuir com essa formação significa investir nas pessoas que sustentam a segurança dos serviços digitais e que acompanharão as próximas transformações do setor.

Conclusão

As palavras de Gustavo Silveira deixam claro que enfrentar os desafios da segurança na era pós-quântica exige mais do que a adoção de novas tecnologias: exige colaboração genuína e investimento na formação de pessoas.

A aliança entre a First Tech e a UNISO representa um movimento que vai além dos laboratórios e gera impacto real no ecossistema brasileiro de segurança digital.

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